Kay

A conversa fluía há quase duas horas e eu nem havia percebido todo esse tempo passar. O tanto de similaridades entre nós chegava a ser engraçado, arrancando gostosas gargalhadas dela que faziam seus olhos fecharem um pouco e os cachinhos balançarem alegremente pra um lado e pro outro.


Em meio a uma dessas gargalhadas, percebi meu corpo inclinado na direção dela, joelho direito entre as suas coxas e senti um arrepio que começou na nuca, desceu pelas costas e esquentou o sexo. Os sorrisos foram cessando e olhei firme nos olhos dela, pressionando minha perna contra a dela. Senti suas mãos pequenas e firmes me puxando pela nuca e nossas bocas se encontraram num beijo molhado, cheio de um desejo que me assustou.

O beijo foi longo, dando espaço pras mãos circularem pelos corpos, ágeis e famintas. Senti que por debaixo das calças havia um dildo me esperando, e o apertei. Ela gemeu baixo, soltou minha boca e partiu pro meu pescoço, enquanto eu sentia a excitação me deixando encharcada e muito tonta. 

- Vem pro quarto.

Não foi preciso repetir. Levantei e segui o caminho por onde me puxava. Ao entrarmos, fui jogada contra a parede, de costas, e pude sentir seu corpo colado no meu, o dildo a me pressionar a bunda, as mãos tirando minha blusa e sutiã, abrindo espaço pra língua correr nas minhas costas. Tirou meu short e calcinha, passando a mão por toda extensão - da buceta ao cu - e me fazendo arquear as costas, sentindo as pernas bambas.

Respirei fundo e virei, pegando a gola da sua camisa e conduzindo para a cama, onde a derrubei com força. Montei em cima dela, segurando seus braços na cama, para que não pudesse me tocar e comecei a rebolar bem devagar, sentindo seus quadris levantando. Beijei sua boca e mordi os lábios, arrancando gemidos finos de quem quer mais. A calça dela já estava encharcada com meu líquido e então a abri o suficiente pra conseguir expor o dildo.

- Chupa meu pau...

Desci um pouco mais na cama e agarrei o pau dela com a boca, enquanto ela se contorcia. Passei a língua em seu redor inteiro, subindo e descendo com ele dentro da boca de vez em quando. Então, montei em cima dele e senti preenchendo toda minha buceta. Apoiei as mãos nela para não cair com a tontura de prazer e comecei a rebolar devagar. 

- Mete esse pau em mim, porra!

Com meu grito, ela agarrou minhas coxas e meteu fundo, aumentando a velocidade das estocadas rapidamente, fazendo ondas de prazer percorrerem todo o meu corpo. Fiz sinal para que parasse as estocadas, e voltei a rebolar, agora mais freneticamente. 

Quando estava próxima de gozar, ela segurou minha cintura e me tirou de cima dela, me deixando a meio caminho. Tirou a roupa e me ajeitou de lado, de costas pra ela, mordeu minha nuca, agarrando meu ombro com uma das mãos, enquanto a outra ajudava a abrir caminho entre as nádegas. 

Meteu, certeira, corpo colado no meu, mão no meu quadril, ritmando os movimentos. Sentia seu cheiro e seu calor próximos de mim, cachos se fundindo. Eu rebolava devagar, seguindo o ritmo que ela impunha. Toda dentro de mim.

Os gozos vieram fortes, juntos, descomunais, durando uma eternidade. A cabeça pendeu para o lado e as pernas não respondiam mais aos comandos.

Descomunal.

Lia [2]


Tensão sexual é algo difícil de ignorar. A noite quente e louca com a tal menina pequena que me instigava não foi nem de longe suficiente para aplacar o desejo, parecendo na verdade que fez foi abrir as comportas. Ainda a vejo passando todos os dias no saguão, braços jogados, como se absolutamente nada tivesse acontecido. Praticamente não olha na direção da minha sala e parece fazer esforço pra evitar cruzar comigo pelos corredores. Quando tenho sorte, ganho um olhar rápido e um sorriso tímido, tudo à distância. Uma separação geográfica de segurança para o campo magnético que sinto vibrar entre nós.

Só geográfica mesmo, pois minha mente ficou povoada com cada detalhe daquele dia, que eu revisito com calma e deleite em diversos momentos. O cheiro sutil e doce dos cabelos cacheados, o sexo encharcado do mais delicioso líquido que já provara, a pele arrepiada ao menor toque. Que mulher.

Decidi conhecer um bar que tinha ouvido falar a respeito e no caminho da saída da empresa, como de costume, olhei pela janela de vidro da sala de Lia para admirar por frações de segundos seus dedos ágeis digitando no teclado, mas ela não estava lá. respirei irritada e segui meu rumo.

O bar estava cheio, música boa tocando, cerveja bem gelada. Joguei umas partidas de sinuca e parei para ir ao banheiro. No meio da multidão, passando apertando entre os corpos, senti o cheiro doce num golpe e a avistei logo à minha frente, na passagem para onde eu estava indo. Toquei-lhe levemente no quadril, e pedi licença. Antes mesmo de virar, senti o corpo dela vibrar num espasmo e ela me olhou por cima do ombro. Engoliu em seco e chegou para o lado;passei e entrei no banheiro.

~ Lá, me dei conta de que já estava completamente encharcada. "Mas que porra é essa?". Ao abrir a porta da cabine para sair, Lia me empurrou de volta pra dentro, já beijando minha boca com sede. A encostei na parede do banheiro, colando meu corpo no dela, subindo e descendo as mãos por sua cintura, contornando os seios e colo. Apertei a cintura e quadril, enquanto colocava mais pressão no encontro dos corpos e ela gemeu gostoso, baixo e rouco.

Nos afastamos e nossos olhares pegavam fogo. Pus a mão na parede , ao lado do rosto dela e com a outra toquei-lhe os lábios. Ela abriu a boca de leve, passando a língua nos meus dedos. Ergui seu braço e desci a mão por toda a sua extensão, alcançando a axila e a fazendo se contorcer em espasmos e pequenos gemidos.

Voltamos a nos beijar, mais agressivamente, línguas  invadindo as bocas, dentes mordendo lábios. Levantei sua blusa e afastei o sutiã, contemplando aqueles seios perfeitos, com mamilos duros à espera da minha boca. Os envolvi em um beijo e comecei a chupá-los em movimentos ritmados e lentos, alternando entre mordidas.

Com a boca em seu seio, desci a mão por sua cintura e barriga, desabotei sua calça e encontrei seu sexo pulsante, quente e completamente molhado. O clitóris estava rígido, enorme. Esfreguei os dedos em toda a extensão do paraíso que se abria pra mim, passeando nos grandes lábios até me concentrar em seu clitóris, fazendo movimentos circulares rápidos. Me ajoelhei e passei a fazer o mesmo movimento com a língua, bebendo do seu líquido e sentindo as pernas dela tremerem.

Ela afastou minha boca abaixou mais um pouco a calça e virou de costas pra mim, arqueando a bunda e me olhando por cima do ombro. Passei a língua por toda a extensão daquele caminho e levantei, Ergui a minha blusa e sutiã, encostei meus seios em suas costas, movimento que lhe arrancou um gemido que precisei abafar com a mão.

Apertei os quadris dela e busquei seu sexo novamente, apoiando o braço em sua cintura e esfregando seu clitóris. A cada segundo ela se molhava mais, se desesperava por mais de mim. Agarrou minha nuca e fez força encostando o corpo no meu, movimento que acompanhei, deslizando a mão para sua bunda linda. Encontrei caminho livre, liso e fácil e a penetrei por trás, enquanto ela pressionava o próprio clitóris.

Meti fundo e lá fiquei por alguns segundos, passando a meter vigorosamente em estocadas firmes, enquanto apertava seu mamilo com a outra mão. O orgasmo veio arrebatador, e ela pendeu a cabeça no meu ombro.


Cheirei-lhe os cabelos cacheados e sorri.~

Lia


Aquela menina me instigava. Algo na sua pequenez, algo no seu jeito despojado de andar e se vestir, algo na sua inquestionável competência no que fazia, algo nos seus cachos negros e curtos. Não sei. Mas também, pouco importa o algo, o fato é que ela me instigava, a ponto de roubar meus sentidos quando nas horas mais inoportunas.
Logo eu, tão de saco cheio das mulheres. Queria distância, paz de espírito, sanidade... me enfiei no trabalho e pus minha cabeça para funcionar só em função das coisas necessárias para desempenhar minha função.
Até aquela pequena cruzar meu caminho na repartição, andando a passos rápidos enquanto comia um salgado. Nos cumprimentamos brevemente e desde então a criatura povoa meus mais obscuros e eróticos pensamentos.
De onde trabalho, a vejo passando todos os dias, com seus passos rápidos e braços jogados. E eu sei, eu sei que ela sabe que a observo, olhos furtivos de raposa à espreita...
Até que me atrasei na saída do trabalho e quando ia saindo do estacionamento, a vi caminhar para a parada de ônibus. Parei o carro ao seu lado, baixei o vidro e ofereci uma carona, fazendo esforço (inútil) para que meu tom não traduzisse o que a mente ávida já pensava. Ela me olhou com um misto de apreensão e vontade, sorriu bem de leve e entrou no carro.
Conversamos sobre coisas diversas, até chegarmos a um ponto da cidade no qual o trânsito estava completamente parado. Passados alguns minutos, nos quais andamos uns poucos metros, perguntei se ela tinha algum compromisso naquele momento, se não queria fazer um desvio e ir a um bar que tinha ali perto, enquanto aguardávamos o trânsito melhorar. Pra minha agradável surpresa, ela aceitou baixando o rosto e sorrindo.
No bar, embaladas pelo doce lubrificante social chamado álcool, encostei minha perna na dela sob a mesa, movimento que ela não demonstrou resistência nenhuma. A conversa foi ficando mais íntima, e e volta e meia colocava e tirava minha mão na coxa dela, até o momento em que deixei a mão. À essa altura, ela me fitou um olhar penetrante e cheio de desejo, o qual respondi apertando sua coxa. Ela chegou perto do meu ouvido, respiração ofegante, mas não disse nada. Se afastou desconcertada e sugeriu que fôssemos embora.
O trânsito fluía livremente, mas ela agora mantinha-se retraída e hesitante, mas acatou sem delongas minha oferta para deixá-la em casa, uma vez que o avançado da hora poderia tornar o percurso de ônibus imprudente e perigoso.
Na porta da casa dela, decidida, pus a mão em sua coxa e a olhei fixamente nos olhos. Esperei. Ela respirava em golpes curtos e rápidos, boca entreaberta, pupilas dilatadas. Desejo. Pus a outra mão por entre seus cabelos cacheados, na altura da nuca e a puxei, de leve. Foi preciso só o toque inicial das nossas bocas para que a calmaria disso tudo se desfizesse, e ela me buscasse ávida. Língua quente, explorando minha boca, mãos trêmulas que percorriam meu rosto e puxavam meus cabelos, me levando para mais perto dela. Pegou minha mão e desceu pelo próprio corpo, passando pelos seios de mamilos enrijecidos e pelos quadris e pelve aprisionados em um jeans apertado.

- Entra comigo. Agora.
Não foi preciso pedir duas vezes, em instantes adentrávamos sua sala e mal tínhamos trancado a porta às nossas costas, nossos corpos já se uniam novamente em um beijo cheio de desejo e ardor. A excitação me doía o sexo, de tão sensível e inchado que estava meu clitóris, a empurrei no sofá e tirei sua blusa e seu sutiã, vislumbrando extasiada seus lindos seios. Mordisquei seus mamilos rígidos, a fazendo arquear os quadris em movimentos rítmicos de quem queria mais do que aquilo. Desabotoei sua calça com a boca e a abaixei de leve, o suficiente para ver o limite entre a pelve.

Beijei longamente essa parte do seu corpo, baixando sua calcinha com a língua, enquanto ela agarrava meu cabelo e empurrava meu rosto contra seu sexo quente, completamente encharcado, cheio de libido para ser tomada gota a gota. Tirei a calcinha e mergulhei naquele lago de prazer, metendo minha língua em estocadas firmes e profundas, enquanto agarrava suas pernas para não deixar que ela escapasse de mim. Ainda com a boca em seu sexo, envolvi seus grandes lábios como em um beijo, e penetrei-lhe lenta e profundamente com dois dedos, sentindo cada espasmo seu.

Ela me puxou pela camisa, me ergui e nos beijamos, enquanto ela tentava me despir; a ajudei e encostei meus seios no dela, sentindo o arrepio de prazer que perpassou nossos corpos. Ela sentou no meu colo, de forma que nossos sexos se encaixaram perfeitamente, e rebolamos uma na outra por infinitos minutos, encharcando-nos com nosso prazer, ficando as duas no limite do orgasmo. Assim, de frente uma pra outra, ajeitei minha mão e a penetrei rapidamente, beijando seus seios e metendo enquanto ela rebolava em cima de mim.

O orgasmo potente e avassalador se apoderou dela, e ela tombou pra frente, me abraçando.

Sim, algo naquela menina me instigava.

Sandra


Estava há dois dias naquela cidade e já sofria com o calor que era absurdamente insuportável. Eu me debrucei na janela pra pegar um pouco de vento, mas até as árvores pareciam uma pintura, de tão imóveis. Então, reparei que do apartamento da frente vinha uma música envolvente e através da cortina meio transparente, a silhueta de um corpo feminino gingava ao som das batidas. A música tinha um toque latino, caliente, e a mulher dançava magistralmente bem.

Hipnotizada pela silhueta que demarcava um corpo bem definido e pelas curvas dela que se moldavam enquanto ela rebolava, apoiei-me na janela e assim fiquei, por um bom tempo.
Por algum motivo, sentia que ela sabia que eu a observava e esse deixar-se olhar fazia parte de alguma trama sexual. De repente, ela abriu em pouco a cortina, deixando aparecer somente metade do rosto, olhou pra mim e sorriu. Senti a corrente elétrica do desejo percorrer meu corpo e calculei mais ou menos qual seria o apartamento dela.Saí.

Andando pelos corredores do prédio, cheguei até o provável apartamento. Estando a uns poucos metros da porta, ouvi a música latina e sorri vitoriosa. Toquei a campainha e aguardei. Ela abriu a porta e imediatamente senti seu perfume. Sorrindo, ela fez sinal com a cabeça para que eu entrasse.

O apartamento era decorado em tons de vermelho, branco e laranja,o que fornecia aos olhos uma combinação afrodisíaca e sensual.Em algum canto, um incenso queimava, deixando pelo ar um cheiro agradável e envolvente.Sem falar nada, ela parou no meio da sala e começou a dançar, de costas pra mim. Parei, hipnotizada, enquanto ela ia até à cozinha, voltando de lá com uma garrafa de tequila. Bebemos um pouco, ela sempre dançando e eu olhando pro seus olhos fixamente. O calor da bebida misturando-se com o da música e o do sexo anunciado.

Ela me entregou a garrafa e virou-se. Pus a mão em sua cintura e assim dançamos coladas, volta e meia bebendo a tequila. Nenhuma palavra dita, só olhares e toques. Meu corpo inteiro estava inflamado, então eu puxei os cabelos negros encaracolados e beijei seu pescoço. Ela virou e nossas bocas se encontraram, ávidas.Nossas línguas gingando ao encontro uma da outra ao som da música, os corpos colados. A ergui e ela passou as pernas pela minha cintura. Com as bocas coladas ainda, a pus sentada na bancada da cozinha americana.Passei a mão pela suas coxas e subi pela saia de tecido fino que ela usava. Sem pressa, tirei sua calcinha, sem deixar de beijá-la, e já pude sentir sua umidade. Toquei-lhe o sexo de leve, e ela gemeu na minha boca. O suficiente pra me deixar louca e romper com toda a calma dos meus toques.

A penetrei com dois dedos, firmemente, enquanto baixava a blusa tomara-que-caia dela e lhe lambia os seios. O líquido quente dela escorria pela minha mão, os gemidos já faziam parte da música. Ela arranhou meus ombros quando o orgasmo veio e deixou a cabeça pender molemente. Arfando, olhou pra mim e sorriu. Não tínhamos acabado.
Ela me empurrou até o sofá,sentou no meu colo, de frente pra mim e rebolou. Ajeitei minha mão embaixo dela e encontrei seu sexo. Agora, ela cavalgava lentamente em cima da minha mão enquanto meus dedos exploravam o interior do seu sexo quente. Ela gemeu baixo e jogou a cabeça pra trás, empinando os seios que estavam à mostra. A visão me entorpeceu e eu aumentei o ritmo das estocadas.Mordi-lhe o seio direito, pressionei outro dedo na entrada do ânus, mas sem penetrar, ela se arqueava cada vez mais. O som parou justamente na hora que os gemidos progressivamente aumentaram. Ela rebolou mais rápido e eu aumentei o ritmo das estocadas. O orgasmo foi arrebatador,ela gritou e pendeu pra frente, estafada.





Peguei o avião de volta pra casa no dia seguinte, levando comigo a garrafa vazia daquela tequila.

Bárbara II



Eu brincava com a lata de cerveja vazia na mão, enquanto a ouvia falar sobre coisas que não tinham nenhuma referência a nós ou ao fato de estarmos sozinhas no apartamento dela.Começava a gostar daquele joguinho, daquela pseudo-distância, daquele ignorar o sexo pulsante dentro da calça.Levantei pra pegar outra cerveja e ela foi pro banheiro. De lá, me deu ordens: eu deveria ficar exatamente onde estava, sentada e bebendo. Quando ela mandasse, eu acenderia as velas que estavam na estante e apagaria as luzes, voltando para meu devido lugar para esperar. Sorri.

A espera por ela revelou-se algo absurdamente excitante. Eu a ouvia mexer-se no banheiro, ouvia a água correndo e uma série de outros ruídos que entorpeciam minha mente.Fiquei imaginando o que ela estaria fazendo,tentando adivinhar o que viria a seguir, quando ela saísse de lá. Ter a certeza de que ela estava se preparando para o sexo, se preparando para mim, me causou um tremor súbito de prazer.

Ajeitei meu corpo na cadeira, fazendo um certo barulho. Lá de dentro, ela falou de um jeito diferente do usual que me fez prender a respiração.

- Vai pra onde, mocinha?
- Lugar nenhum, só estava mudando de posição na cadeira.
- Hum, acho bom.

Esse mínimo contato verbal me alterou. Ela falava num tom baixo, firme,rouco. Libidinoso. Finalmente a ordem para acender as velas foi dada e ao me levantar, percebi que já estava molhada.Voltei para a mesa, enquanto ela saía do banheiro e a visão dela instantaneamente me secou a boca.

Cabelos molhados, camisola delicada e transparente deixando à mostra que ela estava sem calcinha, olhos marcados com lápis preto e a boca... meu Deus, a boca... Vermelha, flamejante, intensa.Dior Rouge, ela sussurrou.

Sentou na minha frente, tomou a cerveja da minha mão, fechou os olhos e bebeu.Eu estava extasiada, em transe diante da presença impetuosamente sexual dela. Me puxando pela blusa, ela beijou minha boca, umedecendo-a com a sua saliva.

- Hoje, você vai fazer comigo o que nunca fez com ninguém. Vai me tratar como nunca tratou ninguém antes.

Levantei com ela grudada nos meus lábios, me lambuzando toda de batom vermelho e fomos para o sofá. Pus a mão no ombro dela e a virei de uma vez, fazendo-a cair de joelhos no estofado. Ela me olhou por cima do ombro e por entre os fios de cabelo molhado, sorrindo por me ver alterada, respiração ofegante.Ergui a camisola, separei as pernas com vigor e passei o dedo por toda extensão do caminho quente que me foi aberto, sentindo que ela arqueou as costas com meu toque.Depois, percorri o mesmo caminho com a língua molhada, bebendo o líquido que jorrava dela.
Querendo mais, ela gemeu para que eu a penetrasse, que eu a possuísse naquela posição e a fizesse submissa da minha força. Atendi e quando ela estava quase gozando,procurei o outro orifício e meti nele também, fazendo com que a intensidade do orgasmo aumentasse de uma forma absurda. Ofegando, ela levantou e me beijou com ímpeto.Caímos novamente no sofá, numa mistura de mãos, línguas, bocas... Ela me pôs sentada e montou em mim, rebolando devagar na minha perna.Afastei a camisola e beijei os seios dela, arrancando gemidos e ganhando arranhões nas costas. Ela exigiu que eu a xingasse e o gozo veio em meio aos sons característicos da fricção, o som das respirações alteradas, dos tapas e xingamentos.

Barulho de sexo, barulho de luxúria. Música para meus ouvidos.
Nos encontramos de novo, Bárbara.

Bárbara


Ela dançava solta,leve, sensual. Os cabelos molhados de suor balançando ao ritmo dos ombors e quadris ágeis. Dançava perto de mim: suficientemente perto para que eu pudesse observá-la fascinada, registrando cada nuance;suficientemente longe para que eu não pudesse tocá-la e para que vez e meia eu a perdesse de vista por detrás de algum corpo desinteressante que atravessava o campo elétrico que se formou entre nós.

Captava apenas partes dos seus movimentos,ofuscada pelo jogo de luzes dançantes da balada. Um mosaico confuso e carregado de tensão sexual, olhar pra direita -pisca a luz - olhos fechados, boca aberta-muda a luz de novo-mãos nos cabelos, olhar fixo em mim - apaga a luz - um cheiro que só podia ser dela perto de mim, as bocas que se encontraram ávidas, desejo, torpor, loucura, drag music explodindo nos nossos corpos.

No flash seguinte ela já estava longe, o corpo jingando de costas pra mim, de um jeito absurdamente sexual.Outros olhares a cercavam,ela virou e eu sorri ao perceber que o único que ela respondia era o meu. Me aproximei, ofereci minha Heineken e fitei a boca vermelha beijar a garrafa, fascinada.Colei meu corpo no dela,nos beijamos densamente, as línguas ansiosas pelo contato. Me livrei da garrafa, explorei os contornos dela com as mãos, ela puxou meu cabelo, mordeu meu pescoço, desci a mão pelos quadris dela e notei, com um sorriso de satisfação, que por baixo do vestido colado não havia nada.

Fomos prum canto bem escuro,a música batendo forte, o meu sexo pulsando de excitação. A encostei na parede, ela separou as pernas um pouco,lambeu meu pescoço.Entrei num estado quase alucinógeno:música,luzes piscando,tesão imensurável...luxúria.Ela sussurrou coisas no meu ouvido e eu só consegui captar algumas palavras soltas, mas suficientes pra deduzir o resto; a voz dela ecoava... tua,vai,possua,escrava,mete,agora,forte.

Deslizei a mão pelos seios dela, alcancei a pélvis e pressionei. Ela arqueou involuntariamente o quadril e abriu as pernas um pouco mais. Cheguei perto do sexo dela e sem nem ao menos ter tocado ainda, senti quão quente e pulsante ele estava, ansioso para ser saciado. Sem delongas, meti-lhe o dedo, numa estocada firme e funda, que fez ela gemer no meu ouvido e pender a cabeça no meu ombro. Arranhou minhas costas enquanto eu iniciava o movimento de vai-e-vem no ritmo da batida alucinante.O dedo deslizava pelo sexo encharcado, e eu num quase orgasmo psicológico meu, sentia o orgasmo dela vindo em ondas. Comecei a variar o ritmo, prolongando o ápice e tendo a certeza de que aquela tortura iria se transformar num estupendo orgasmo múltiplo.Meti mais fundo o indicador, pressionei o clitóris com o polegar agradecendo pelos meus dedos longos e ágeis, procurei o ânus dela com o dedo médio e a penetrei.Agora, ela me tinha duplamente,meu golpe final. Em êxtase, ela gemeu alto e pendeu pra frente. Triunfante, senti as pernas dela amolecendo por conta do orgasmo e segurei mais firme. Ela olhou pra mim e sorriu.

- Louca...
- Você não faz idéia.
- Quem é você, meu Deus...?
- Lyn.
- Bárbara.
- Vou lembrar de você. Algo me diz que ainda vamos nos cruzar por aí.

Beijei-lhe a boca, acendi um Gudang e fui embora.

Selos

Demorei muito pra vir aqui agradecer a Sasá pela indicação do meu blog. Não sou muito adepta a correntes, portanto vou indicar só dois blogs pra repassar os selos.

"Representa os blogs que amam algo e/ou alguém verdadeiramente (às suas maneiras). Acreditamos que se todos espalhassem um pouquinho desse amor, o mundo seria bem melhor…Seja amor ao parceiro, à família, ao desconhecido, à profissão, aos animais, à natureza, aos amigos, ao mundo em que vivemos"


"Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras…".



Ok, agora indico estes blogs:
http://solipsista.wordpress.com/
http://kikagp.blogspot.com/


;D

Muito obrigada pelos selos e pelo reconhecimento, prometo que vou tentar er amis assídua por aqui pelo Profano.

 
Profano Prazer | Designed by Techtrends | © 2007-2008 All rights reserved